Anjos que Choram - Livro impresso - Reserve o seu por apenas R$ 29,90

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Edinei Lisboa da Silva
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TODOS COM FRETE POR MINHA CONTA, devidamente autografado, com muita gratidão. Agradeço de coração aos que puderem me ajudar na concretização de mais este objetivo. Espero chegar ainda o dia em que as Editoras não me cobrarão para publicar meus livros, mas enquanto isso não acontece eu preciso me virar e contar com a ajuda dos amigos. Por mais leitura, mais mentes pensantes, menos ignorância no mundo. Apoie a literatura nacional.

Atire a primeira pedra em si mesmo(a)


   Se o seu sentimento não é capaz de enfrentar situações desagradáveis para ver os que diz amar, isso não é amor. Se não ultrapassa as dificuldades possíveis (não estou falando das impossíveis) para estar com quem ama, passar um tempo que seja, isso não é amor. 

   Não sei definir o que o amor é, mas sei o que não é. Acredite.

   Há o amor que, por amor, se faz distante, pois sua proximidade causa infelicidade. Esse amor, mesmo de longe, vigia, acompanha e ajuda. Diferente do que some, desaparece da vida, se faz de morto.

   Se diz que vai fazer algo, por favor, faça!

   Verá que não é capaz de fazer nem metade das asneiras que diz, dos compromissos que firma, das coisas simples do cotidiano que deixa para trás ou para que outra pessoa faça por você. Antes de falar, pense se vai mesmo fazer o que diz. Mesmo que não pretenda cumprir, lembre-se que dependendo do que for, se caracterizar uma ameaça, pode ser crime e passível de detenção ou multa.

   As pessoas dizem que não tem tempo pra isso, não tem tempo pra aquilo, o tempo não tem nada a ver com o fato de você priorizar outras coisas, que não são aquelas que você usa a desculpa de não ter tempo para cumprir ou fazer, como: Visitar um amigo, um parente, fazer aquela ligação, pedir desculpas ou fazer uma boa ação... desculpe se não tem tempo pra isso. Deveria ter. 

   O tempo não tem culpa de como você leva sua vida, ou como decide quem ou o que tomará seu precioso tempo. Sinto muito por você, que foge da própria culpa e põe a culpa no tempo. Eu sei como é, de vez em quando ainda me pego dizendo “não tenho tempo”, mas procuro dizer a verdade, que esse tempo está destinado a algo mais importante naquele momento, ou que não posso. Acredite, não é culpa do tempo.

   O livre arbítrio nos faz humanos e também os seres mais hipócritas e idiotas do mundo. Nossa capacidade de decidir não condiz com nossa capacidade de dizer a verdade ou de sentir, ou de enfrentar a realidade. 

  O livre arbítrio nos permite sermos corajosos ou covardes, nos permite mentir, omitir, enganar, roubar e matar. Não somos obrigados a nada, mas a consequência precisa ser assumida por cada ato ou omissão. Não culpe os outros, culpe a si mesmo, é um bom começo para descobrir o que se tornou. Atire a primeira pedra quem nunca falou que não tinha tempo. Atire a pedra e saia correndo porque, se fizer isso, eu vou arranjar tempo para atirar uma pedra em você.


Já vi morrer


Eu já vi morrer
Já vi matar
Já vi nascer e ressuscitar

A palavra apagada
A frase desfeita
Reescrita e aclamada

Já vi enterro de caixão vazio
De morte por introspecção
Já vi velório de vivo frio
Morto por convicção

A morte da palavra não nascida
Da frase não dita
Do amor inexpressado
Que faz do vivo morto e enterrado.

Vi morrer o futuro
E também nascer o passado
Já vi, de cima do muro,
Um eu redimido e outro condenado.


Autor: Edinei Lisboa/Argonauta021
Imagem: Google

Carcaça cansada

Cai a gota d’água e
Pesa sobre a carcaça cansada
Que derrama a lágrima teimosa
Que carrega tanta mágoa encruada
No coração cascudo e lento
Na memória e no pensamento.

Escorre o suor pelo corpo pelejante
Que luta contra o próprio desejo errante
De sucumbir a dor, ao medo, a morte, ao prazer
De esquecer suas responsabilidades e desparecer.

Com o fado nas costas
Como um corcunda encurvado
De tanto peso, tanta falta, perdas e apostas
Segue trêmulo a cada passo
Rezando por paz e descanso
Sem que falte pão, sem que falte teto
Sem que falte chão, sem que falte afeto.


Autor: Edinei Lisboa - Argonauta021
Imagem: Google

Não é todo dia

       

           Não é todo dia que os problemas não resolvidos e as faltas que ainda sinto são sobrepujados pelas alegrias do dia a dia. Não é todo dia que a gente consegue esconder a dor que não se vai, que nunca some. Não é todo dia que se consegue sorrir contra a vontade, mesmo com vontade de fingir estar tudo bem.
            Não é todo dia que o corpo aguenta tanta saudade, tanta tristeza, tanta vontade de estar aonde não dá pra chegar, por agora. Não é todo dia que a gente se contenta, que se conforma, que consegue esperar da melhor forma. Não é todo dia que o copo transborda, que a dor se derrama para fora, e deixa de ser invisível, mas ainda assim, é incompreensível para alguns.

            Pois não é todo dia que a gente se sente forte o suficiente para falar de tudo que dói por dentro e explicar o motivo de tanto sofrimento, sem desabar, sem sentir a ferida se abrindo, o sangue se esvaindo e o corpo convalescendo.

            Não é todo dia que entendo, que aprendo, que sigo sem lamento, sem chorar por dentro, sem chorar por fora, sem cair na depressão de um momento que parece eterno, preso num infortúnio que às vezes me foge ao controle do meu controle, que me toma a paz e me arrebata o sossego.

            Não é todo dia que não sinto medo, que tenho mais fé que raiva, que sinto mais gratidão que tristeza. Não é todo dia que percebo a beleza de um novo dia, que sinto nas flores o cheiro da alegria, que olho o mar e me acalmo sem me preocupar com tudo que ainda falta se ajeitar.

            Não, não é todo dia que sinto Deus por perto, mas tenho certeza que Ele está. Pois não é todo dia que a vida é tão difícil, e esses dias valem mais que todos os outros e fazem valer a pena o esforço, a calma, a espera, a luta.

            Não é todo dia que resisto, que ganho ou insisto, mas cada dia que vivo é mais um dia que venço.



Autor: Edinei Lisboa da Silva - Argonauta021

A farsa

De farsas se fazem asas
Que voam sobre a cabeça dos tolos
De farsas se fazem Deuses
Acreditados pelos bobos

O farsante disfarça seu veneno
Dilata eloquência e audácia
Se faz grande ante o pequeno

Pensa saber tudo que não sei
É fonte inteligível de falácias
Se faz de humilde pra ser rei.

De farsas homens se fazem
Há farsantes mulheres também
Desvirtuam o que é sagrado
Segregam até não sobrar mais ninguém.


Autor: Edinei L. da Silva - Argonauta021
Imagem: Google

E depois?

As minhas derrotas eu não preciso contar a ninguém
As minhas vitórias também

Conhecedor de minha jornada
Só Deus, eu e uns poucos mais

Mas a gente sempre cede a vaidade
De compartilhar uma ou outra felicidade,
Uma conquista, um momento para se alegrar

Quem vê sorrisos estampados nas redes sociais
Não sabe os males ocultos que me tomam a paz

Tem tristezas que a gente não consegue se livrar
E às vezes precisamos de alguém pra conversar

Tem segredos que tenho medo só de lembrar
Tenho medos que não ouso enfrentar
Não tente me desvendar
Nem ouse me julgar

Se não refez o meus passos
Não sabe por onde andei
Se não carrega meu fardo
Não sabe o peso que é

Soluções pra vida dos outros todo mundo tem
Pra se colocar no lugar não tem ninguém

Se realmente se importa
Imagine-se do outro lado da porta
Tente sentir a dor
E se ainda tiver uma solução pra tudo,
Pergunte-se:
- E depois?



Autor: Edinei Lisboa / Argonauta021
Imagem: Google

Esperador

Espero a dor passar
Passo o tempo a esperar
O amor, a morte, a sorte, o lar
A felicidade, a paz e o que virá

Esperar é a arte de vislumbrar o melhor
Apesar do que não se pode sobrepor
Do que não se pode evitar
Esperar é permanecer, perseverar

Esperando...
Mesmo com pouca esperança
Esperando...
Mesmo sem paciência

Esperar não é cruzar os braços
É se preparar e ser preparado
Agir, enfrentar o tempo e o espaço
Fazer com que aconteça o esperado

Mesmo o tempo passando
Custe o que custar
Se vale a pena esperar
Esperarei lutando, vivendo e amando.



Autor: Edinei Lisboa da Silva - Argonauta021
Imagem: google